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O Desejo, A Ambição e A Cobiça

Existe uma ambição saudável. Aquela que te move a crescer, a construir, a sair da mediocridade. O problema não é a ambição. O problema é quando ela se transforma em cobiça. E é isso que Provérbios está alertando.

PROSPERIDADE E NEGÓCIOS

Claudio Roldos

2/12/20262 min read

Miniature person sitting on stack of coins reading newspaper
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Pv 1:19: "São assim as veredas de todo aquele que usa de cobiça: ela põe a perder a alma dos que a possuem."

Vou começar por algo que quase ninguém fala com equilíbrio: é importante, sim, ter ambição na vida. Mas não qualquer ambição.

Existe uma ambição saudável. Aquela que te move a crescer, a construir, a sair da mediocridade. A ambição que te faz estudar mais, trabalhar melhor, organizar a vida, pensar grande. Essa ambição é madura, estruturada, consciente.

Ela não atropela princípios. Ela respeita processos. O problema não é a ambição. O problema é quando ela se transforma em cobiça. E é isso que Provérbios está alertando.

Existe uma diferença muito clara entre querer conquistar e cobiçar.

1. O desejo de conquistar nasce da identidade. A cobiça nasce da carência.

Quem deseja construir, parte de quem é. Existe visão. Existe direção. A pessoa sabe por que quer aquilo.

A cobiça, quase sempre, nasce de um vazio. É quando alguém pensa: “Eu preciso ter isso para me sentir alguém.” Não é expansão. É compensação.

Um constrói com propósito. O outro corre tentando preencher uma falta.

2. O desejo respeita o processo. A cobiça quer atalhos.

O desejo entende que toda conquista sólida passa por etapas. Ele aceita plantar hoje para colher amanhã.

A cobiça não suporta esperar. Ela quer antecipar resultado, pular fases, encurtar caminhos. E quase sempre, quem tenta encurtar o caminho acaba encurtando o próprio futuro.

Ambição madura se constrói no tempo. Cobiça quer violentar o tempo.

3. O desejo fortalece a alma. A cobiça corrói a alma.

Provérbios diz que a cobiça “põe a perder a alma dos que a possuem”.

Perceba: ela não tira primeiro os bens. Ela desorganiza o interior.

Quando o homem deixa de governar o que deseja e passa a ser governado pelo desejo, algo se perde por dentro. Pequenas concessões começam a parecer normais. A consciência vai se ajustando para justificar excessos. E quando a consciência se altera, o governo se perde.

4. O desejo nasce da visão. A cobiça nasce da comparação.

O desejo pergunta: “O que eu fui chamado para construir?”

A cobiça pergunta: “Por que ele tem e eu não?”

Um olha para frente. O outro olha para o lado. E isso muda tudo.

No fim, não é errado querer crescer. Não é errado querer prosperar. Não é errado ter ambição. Mas a ambição precisa ser governada pela consciência. Precisa ser madura, alinhada, estruturada. Porque quando nasce da identidade, ela gera ordem. E quando há ordem, há governo.

Mas quando nasce da carência, ela devorar por dentro. E é exatamente isso que Provérbios está nos ensinando.

Claudio Roldos